depoimento #35

Amor é uma droga, só ocupa espaço. *

Uma tremenda tapeação. A gente cai e não se dá conta. Mais eu não te conto. É uma invenção, outra, outra, outra. Ao longo do tempo, certo e errado, origem e fonte, presente e passado. Tudo se transformou em possibilidades distantes (memórias arquivadas). A moral em ruínas, não a moral mediana, a moral dos costumes e da sociedade, não. Por sinal, essa é a única que ela tem agora. A outra moral – corrompida que tava – era a capacidade de emitir juízos individuais diante dos fatos e conseqüências.

Ela era um retrato. A imagem, outro, gêmeo, a quem se empenhava aniquilar o “autêntico”. Segue a parir um em cada nova parada. Sobram gêmeos perdidos pelos cantos por onde passou. Gêmeos sempre prontos para aniquilar o anterior (supostamente o autêntico).

A vida era mais ilusionismo que magia e todas as coisas criadas se diluíam pelas madrugadas suarentas. Sal e água pra sempre.

*Banda Fellini, do disco Fellini só vive uma vez.

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