Sugestões

Você reclama demais da própria sorte. Eu sou velho, ex-comunista, aposentado. Tenho diabetes, cirrose, faço hemodiálise três vezes por semana. Minha vida é uma merda e sobrevivo pelo fato de não ter atitude suficiente para dar cabo dela. Simplesmente não quero.

Ela, meu amigo, é diferente. Não busque explicações no que você vê: sorrisos, orgasmos, beijos, livros e danças. A resposta está na indizível névoa que o anjo invisível usa para lhe cutucar os sentidos. Insensatez, você dirá. E ela não tem – e nunca terá – uma resposta a altura dos seus argumentos. Não há sobre o que falar. Não há o que perceber. O amor não é a salvação para tudo. Seu amor é nada mais que paciência (o que pode ser).

Prepara-se: um dia ela não voltará desse lugar. Acontece sempre. As estações de metro, pontes, janelas de prédios (altos, baixos, chiques, populares e todas as outras), auto-estradas, apartamentos quarto-sala todos os dias estes lugares nos contam histórias desses consumidos pela ausência.

O abandono, no seu caso, é a prova, real, concreta, indiscutível. Sentimentos estranhos, não?

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